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Música e Letra


50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Luiz Carlini


Por Carolina Mendonça
3 de novembro de 2005

Definitivamente pode-se acreditar que o rock não morreu. Esta é a conclusão a que chegaram os paulistas neste último final de semana no SESC Ipiranga. Em homenagem aos 50 anos do rock brasileiro, nomes consagrados da música estiveram presentes em duas noites para comemorar esta grande festa. Abrindo os shows do projeto, intitulado de “Rock’N’Roll, O Cinqüentão Brasileiro”, Luiz Carlini com a banda Tutti Frutti, Deny e Dino e Demétrius foram os convidados da 1ª noite. No dia seguinte, foi a vez de Supla, Joelho de Porco e do mutante Sergio Dias.

Quem presenciou as mais de duas horas de puro rock n’ roll, tanto na sexta quanto no sábado, saiu do SESC em total estado de graça. Aqueles que curtiram os grupos de rock nos dias mais loucos das décadas de 60 e 70 puderam matar a saudade em um delicioso revival. Para o público mais jovem - presente em sua grande maioria – nascido depois desses nomes terem estourado, os shows marcaram um momento importante na vida de cada um. Eles trouxeram novamente a lição de que ainda é possível fazer rock de verdade, da melhor qualidade, sem perder sua essência.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Tutti Frutti

Mesmo com o temporal que caiu na noite de sexta-feira em São Paulo, o público marcou presença e lotou o teatro do SESC. O ex-VJ e músico Thunderbird, que apresentou o evento, chamou ao palco a banda Tutti Frutti, formada por Ruffino (baixo), Beto (bateria), Carlini (guitarra) e Johnny Boy (teclados) para começar o espetáculo. Apesar de alguns atrasos e “probleminhas” na organização das bandas, as apresentações correram muito bem. Luiz Carlini, com sua guitarra havaiana, abriu o show com o clássico dos anos 50, Sleepwalk. Em seguida, subiu ao palco Demétrius, Deny e Dino e Lilian, relembrando as “jovens tardes de domingo” com alguns sucessos da Jovem Guarda: Rock do Saci, O pica-pau, É proibido fumar, Pode vir quente que eu estou fervendo, Gatinha Manhosa, O Ritmo da Chuva, Pensando nela, Coruja, Devolva-me e outros que fizeram parte do repertório do show.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Tutti Frutti

Representando os anos 70, Luiz Carlini tocou Rock das Aranhas, de Raul Seixas, e seguiu o show com sua lendária banda, o Tutti Frutti. Helena Theodorellos, vocalista do grupo, entrou em cena e cantou sucessos que consagraram a banda na época em que Rita Lee pilotava os vocais: Mamãe Natureza, Que Loucura, Fruto Proibido, Jardins da Babilônia, Agora só falta você, Ovelha Negra e Dançar pra Não Dançar foram algumas das canções.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Demetrius

Apesar de não terem tocado no evento, o SESC contou com a presença de dois convidados de grande importância no cenário roqueiro brasileiro: Percy Waiss, do Made in Brazil, e Júnior, do Patrulha do Espaço.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Deny, Lilian e Dino

No sábado, Supla iniciou a noite representando a nova geração do rock. Com toda sua performance, sempre com um estilo divertido e rebelde, o roqueiro cantou, além de suas composições próprias, baladas transformadas em rock, indispensáveis na comemoração deste grande evento. Muitas crianças e adolescentes na plateia estiveram presentes no SESC para curtir seu show.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Supla

O grupo Joelho de Porco, um dos pioneiros do humor no rock brasileiro, e talvez, o mais esperado do final de semana, voltou à cena musical somente para este show. Da formação original estava Franklin Paolilo na bateria e Próspero Albanese nos vocais. Grande fã da banda e responsável por reuni-los novamente, Luiz Thunderbird também participou do show tocando baixo. Nas guitarras, Zé e André Fonseca. Em pé, o público delirou em cada momento do show, e cantou junto, sucessos como Boeing 723897, Mardito Fiapo de Manga, O rapé, Trombadinha, México Lindo, Aeroporto de Congonhas, Funiculi Funiculá e outras. Com suas letras satíricas, beirando o deboche, o grupo levantou a plateia, chegando a enlouquecer alguns fãs, que ate subiram no palco ou ficaram correndo e pulando pelos corredores do teatro.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Joelho de Porco

Para fechar a série de shows, o mutante Sergio Dias, integrante de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro, marcada pela criatividade, irreverência e genialidade, emocionou a todos com as canções da primeira fase dos Mutantes: Balada do Louco, Virgínia, It’s Very Nice pra Xuxu, Desculpe Baby, Technicolor, Beijo Exagerado, Minha Menina, Ando Meio Desligado e Top Top, além de O contrário de nada é nada, da fase pós-Arnaldo e Rita Lee. O show não tinha bateria, e Sergio pediu a ajuda da plateia, que o acompanhou em todas as músicas batendo palmas. No bis, encerrando a noite, Sergio despediu-se do público cantando El Justiciero.

50 anos de Rock no SESC - Foto: Carolina Mendonça
Sérgio Dias

O som mágico e contagiante das guitarras continua vivo. Ainda há muito o que se comemorar. Prova disso foram esses dois dias que reuniram o melhor do bom e velho rock brasileiro.

Comentários

To querendo saber quais a datas dos proximos shows da banda Tutti Frutti
obrigada

Comentário enviado por Jucilene em 18 de maio de 2008 09:10

Joelho de Porco!!!

Muito bom cara!!!

Comentário enviado por Pedro ANTUNES em 30 de julho de 2008 10:16

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