E aí, muita crase? ... na sua vida?... na vida de suas palavras?... nas palavras de sua vida?... Ai, ai...
Os cinco últimos posts foram sobre o encontro feliz da Preposição A com outro A...
O importante é que aquela Preposição bem motivada venha encontrando seus amores da maneira mais correta nas frases que você constrói...
Se você se esquecer de que a Preposição A "faz crase" com o artigo A, feminino, na certa vai errar...
Por exemplo, ocorre crase em à direita , por ser locução feminina, mas não há crase em a par, locução masculina.
Assim:
Depois da curva, entre na primeira à direita
.
Estou a par do assunto.
Façamos crase, que o tempo é curto e a vida é bela...
Inspirados por um programa humorístico da TV, os brasileiros começaram a usar um termo que acabou por incorporar-se à língua: "ricardão". Ricardão era o nome do amante de uma mulher e, assim, todos os amantes passaram a chamar-de "ricardões".
Já lhes disse que aquela moça - a Preposição A- é muito animada, e o pobre do rapaz, o Artigo A, apesar de muito bonito, costuma ser enganado por ela.
A Preposição não é fiel Basta o Artigo sair para viajar - ou até chegar mais tarde em casa - que a Preposição, se pode, logo arranja uns "ricardões".
Ela "sai" com alguns "as", de :
- "aquele"; Referiu-se a aquele cartão;
- "aquela"; Comparou-se a aquela moça
- "aqueles"; Assistiram-se a aqueles espetáculos
- "aquelas; Dirigiram-se a aquelas praias
- "aquilo. Referiu-se a aquilo
Veja só:
Referiu-se àquele cartão; Comparou-se àquela moça; Assistiram-se àqueles espetáculos; Dirigiram-se àquelas praias; Referiu-se àquilo.
Dessa forma, sempre que a Preposição A "se encontra" com o Artigo A ou com o A de um "ricardão", como ela fica feliz!... ai, ai...
- Madureira, por favor, um suco...
A imaginação é fértil.
Mal ouvi dizer que aquela mulher e aquele homem - tão bonitos! - serviam de companhia, acompanhavam alguém... e comecei a ter idéias sobre suas "profissões". Mas... seria possível?
Foi.
Tive certeza. Porque, em dado momento, o rapaz falou: - Eu faço qualquer mulher sentir-se mais mulher!
Para poder contar-lhes o que se passou depois, tenho de fazer umas comparações, que deixem mais leve minha narrativa.
Imaginemos que... aquela mulher... fosse como a preposição a- que acompanha verbos e nomes; por exemplo: oferecer a (alguém), dar a (alguém), referir-se a (alguém, ou a alguma coisa). E, para melhor entender ainda, imaginemos que aquele rapaz se comporte como o artigo a , que, por aparecer antes de palavras femiininas, realmente "faz qualquer mulher sentir-se mais mulher".
De repente, ela o segurou carinhosamente e disse: - Vamos?
Entendi tudo.
Ele se levantou, todo animadinho. Iriam sair dali para fazer... crase...
E é assim mesmo que ocorre a crase. Observe:
Oferecemos um doce a a menina: a (preposição de oferecemos) se junta ao a ( artigo de menina)... Pronto! Feita a crase: à.
Ficam muito felizes a Preposição e o Artigo fazendo crase.
Mas... pobre Artigo! A bela mulher não se contenta em ficar só quando ele tem de afastar-se, por alguma razão.
E aparecem os "ricardões".
Vamos conhecê-los mais tarde.